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<!-- $PostgreSQL: pgsql/doc/src/sgml/array.sgml,v 1.42 2004/12/23 05:37:39 tgl Exp $ -->
<sect1 id="arrays">
<title>Matrizes</title>
<indexterm>
<primary>matriz</primary>
</indexterm>
<para>
O <productname>PostgreSQL</productname> permite que colunas de uma tabela
sejam definidas como matrizes (<literal>arrays</literal>) multidimensionais
de comprimento variável. Podem ser criadas matrizes de qualquer tipo de dado,
nativo ou definido pelo usuário (Entretanto, ainda não são suportadas
matrizes de tipos compostos ou domínios).
</para>
<sect2>
<title>Declaração do tipo matriz</title>
<para>
Para ilustrar a utilização do tipo matriz, é criada a tabela abaixo:
<programlisting>
CREATE TABLE sal_emp (
nome text,
pagamento_semanal integer[],
agenda text[][]
);
</programlisting>
Conforme visto, o tipo de dado matriz é nomeado anexando colchetes
(<literal>[]</literal>) ao nome do tipo de dado dos elementos da matriz.
O comando acima cria uma tabela chamada <structname>sal_emp</structname>,
contendo uma coluna do tipo
<type>text</type> (<structfield>nome</structfield>),
uma matriz unidimensional do tipo <type>integer</type>
(<structfield>pagamento_semanal</structfield>), que representa o
salário semanal do empregado, e uma matriz bidimensional do tipo
<type>text</type> (<structfield>agenda</structfield>), que
representa a agenda semanal do empregado.
</para>
<para>
A sintaxe de <command>CREATE TABLE</command> permite especificar o
tamanho exato da matriz como, por exemplo:
<programlisting>
CREATE TABLE jogo_da_velha (
casa integer[3][3]
);
</programlisting>
Entretanto, a implementação atual não obriga que os limites de tamanho da
matriz sejam respeitados — o comportamento é o mesmo das matrizes com
comprimento não especificado.
</para>
<para>
Na verdade, a implementação atual também não obriga que o número de dimensões
declarado seja respeitado. As matrizes de um determinado tipo de elemento
são todas consideradas como sendo do mesmo tipo, não importando o tamanho
ou o número de dimensões. Portanto, a declaração do número de dimensões ou
tamanhos no comando <command>CREATE TABLE</command> é simplesmente uma
documentação, que não afeta o comportamento em tempo de execução.
</para>
<para>
Pode ser utilizada uma sintaxe alternativa para matrizes unidimensionais,
em conformidade com o padrão SQL:1999. A coluna
<structfield>pagamento_semanal</structfield> pode ser definida como:
<programlisting>
pagamento_semanal integer ARRAY[4],
</programlisting>
Esta sintaxe requer uma constante inteira para designar o tamanho da matriz.
Entretanto, como anteriormente, o <productname>PostgreSQL</productname> não
obriga que os limites de tamanho da matriz sejam respeitados.
</para>
</sect2>
<sect2>
<title>Entrada de valor matriz</title>
<indexterm>
<primary>matriz</primary>
<secondary>constante</secondary>
</indexterm>
<para>
Para escrever um valor matriz como uma constante literal, os valores dos
elementos devem ser envoltos por chaves (<literal>{}</literal>) e separados
por vírgulas (Quem conhece C pode ver que não é diferente da sintaxe da
linguagem C para inicializar estruturas). Podem ser colocadas aspas
(<literal>"</literal>) em torno de qualquer valor de elemento, sendo
obrigatório caso o elemento contenha vírgulas ou chaves (abaixo são mostrados
mais detalhes). Portanto, o formato geral de uma constante matriz é o seguinte:
<synopsis>
'{ <replaceable>val1</replaceable> <replaceable>delim</replaceable> <replaceable>val2</replaceable> <replaceable>delim</replaceable> ... }'
</synopsis>
onde <replaceable>delim</replaceable> é o caractere delimitador
para o tipo, conforme registrado na sua entrada em <literal>pg_type</literal>
Entre todos os tipos de dado padrão fornecidos na distribuição do
<productname>PostgreSQL</productname>, o tipo <literal>box</> usa o
ponto-e-vírgula (<literal>;</>) mas todos os demais usam a vírgula
(<literal>,</>). Cada <replaceable>val</replaceable> é uma constante do tipo
do elemento da matriz, ou uma submatriz. Um exemplo de uma constante matriz é
<programlisting>
'{{1,2,3},{4,5,6},{7,8,9}}'
</programlisting>
Esta constante é uma matriz bidimensional, 3 por 3, formada por
três submatrizes de inteiros.
</para>
<para>
(Estes tipos de constante matriz são, na verdade, apenas um caso especial do
tipo genérico de constantes mostrado na
<xref linkend="sql-syntax-constants-generic">. A constante é inicialmente
tratada como uma cadeia de caracteres e passada para a rotina de conversão de
entrada de matriz. Pode ser necessária uma especificação explícita do tipo).
</para>
<para>
Agora podemos ver alguns comandos <command>INSERT</command>.
<programlisting>
INSERT INTO sal_emp
VALUES ('Bill',
'{10000, 10000, 10000, 10000}',
'{{"reunião", "almoço"}, {"reunião"}}');
ERRO: matrizes multidimensionais devem ter expressões de matriz com dimensões correspondentes
</programlisting>
Deve ser observado que as matrizes multidimensionais devem possuir
tamanhos correspondentes para cada dimensão. Uma combinação errada
causa uma mensagem de erro.
<programlisting>
INSERT INTO sal_emp
VALUES ('Bill',
'{10000, 10000, 10000, 10000}',
'{{"reunião", "almoço"}, {"treinamento", "apresentação"}}');
INSERT INTO sal_emp
VALUES ('Carol',
'{20000, 25000, 25000, 25000}',
'{{"café da manhã", "consultoria"}, {"reunião", "almoço"}}');
</programlisting>
</para>
<para>
Uma limitação da implementação atual de matriz, é que os elementos
individuais da matriz não podem ser valores nulos SQL. Toda a matriz
pode ser definida como nula, mas não pode existir uma matriz com
alguns elementos nulos e outros não.
</para>
<para>
O resultado das duas inserções anteriores se parece com:
<screen>
<userinput>SELECT * FROM sal_emp;</userinput>
<computeroutput>
nome | pagamento_semanal | agenda
-------+---------------------------+--------------------------------------------------
Bill | {10000,10000,10000,10000} | {{reunião,almoço},{treinamento,apresentação}}
Carol | {20000,25000,25000,25000} | {{"café da manhã",consultoria},{reunião,almoço}}
(2 linhas)
</computeroutput>
</screen>
</para>
<para>
Também pode ser utilizada a sintaxe de construtor de <literal>ARRAY</>:
<programlisting>
INSERT INTO sal_emp
VALUES ('Bill',
ARRAY[10000, 10000, 10000, 10000],
ARRAY[['reunião', 'almoço'], ['treinamento', 'apresentação']]);
INSERT INTO sal_emp
VALUES ('Carol',
ARRAY[20000, 25000, 25000, 25000],
ARRAY[['café da manhã', 'consultoria'], ['reunião', 'almoço']]);
</programlisting>
Deve ser observado que os elementos da matriz são constantes comuns ou
expressões SQL; por exemplo, os literais cadeia de caracteres ficam entre
apóstrofos, em vez de aspas como no caso de um literal matriz. A sintaxe do
construtor de <literal>ARRAY</> é mostrada com mais detalhes na
<xref linkend="sql-syntax-array-constructors">.
</para>
</sect2>
<sect2>
<title>Acesso às matrizes</title>
<para>
Agora podemos efetuar algumas consultas na tabela.
Primeiro, será mostrado como acessar um único elemento da matriz de cada vez.
Esta consulta mostra os nomes dos empregados cujo pagamento mudou na
segunda semana:
<screen>
<userinput>SELECT nome FROM sal_emp WHERE pagamento_semanal[1] <> pagamento_semanal[2];</userinput>
<computeroutput>
nome
-------
Carol
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
Os números dos índices da matriz são escritos entre colchetes.
Por padrão, o <productname>PostgreSQL</productname> utiliza a convenção de
numeração baseada em um, ou seja, uma matriz de <replaceable>n</replaceable>
elementos começa por <literal>array[1]</literal> e termina por
<literal>array[<replaceable>n</replaceable>]</literal>.
</para>
<para>
Esta consulta mostra o pagamento da terceira semana de todos os empregados:
<screen>
<userinput>SELECT pagamento_semanal[3] FROM sal_emp;</userinput>
<computeroutput>
pagamento_semanal
-------------------
10000
25000
(2 linhas)
</computeroutput>
</screen>
</para>
<para>
Também é possível acessar faixas retangulares arbitrárias da matriz, ou
submatrizes. Uma faixa da matriz é especificada escrevendo
<literal><replaceable>limite-inferior</replaceable>:<replaceable>limite-superior</replaceable></literal>
para uma ou mais dimensões da matriz. Por exemplo, esta consulta mostra o
primeiro item na agenda do Bill para os primeiros dois dias da semana:
<screen>
<userinput>SELECT agenda[1:2][1:1] FROM sal_emp WHERE nome = 'Bill';</userinput>
<computeroutput>
agenda
---------------------------
{{reunião},{treinamento}}
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
Também pode ser escrito
<programlisting>
SELECT agenda[1:2][1] FROM sal_emp WHERE nome = 'Bill';
</programlisting>
para obter o mesmo resultado. Uma operação com índices em matriz é sempre
considerada como representando uma faixa da matriz, quando qualquer um dos
índices estiver escrito na forma
<literal><replaceable>inferior</replaceable>:<replaceable>superior</replaceable></literal>.
O limite inferior igual a 1 é assumido para qualquer índice quando for
especificado apenas um valor, como neste exemplo:
<screen>
<userinput>SELECT agenda[1:2][2] FROM sal_emp WHERE nome = 'Bill';</userinput>
<computeroutput>
agenda
-----------------------------------------------
{{reunião,almoço},{treinamento,apresentação}}
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
</para>
<para>
Podem ser obtidas as dimensões correntes de qualquer valor matriz através da
função <function>array_dims</function>:
<screen>
<userinput>SELECT array_dims(agenda) FROM sal_emp WHERE nome = 'Carol';</userinput>
<computeroutput>
array_dims
------------
[1:2][1:2]
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
A função <function>array_dims</function> produz um resultado do tipo
<type>text</type>, conveniente para as pessoas lerem mas, talvez, nem tão
conveniente para os programas. As dimensões também podem ser obtidas através
das funções <function>array_upper</function> e
<function>array_lower</function>, que retornam os limites superior e inferior
da dimensão especificada da matriz, respectivamente.
<screen>
<userinput>SELECT array_upper(agenda, 1) FROM sal_emp WHERE nome = 'Carol';</userinput>
<computeroutput>
array_upper
-------------
2
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
</para>
</sect2>
<sect2>
<title>Modificação de matrizes</title>
<para>
Um valor matriz pode ser inteiramente substituído utilizando:
<programlisting>
UPDATE sal_emp SET pagamento_semanal = '{25000,25000,27000,27000}'
WHERE nome = 'Carol';
</programlisting>
ou utilizando a sintaxe com a expressão <literal>ARRAY</literal>:
<programlisting>
UPDATE sal_emp SET pagamento_semanal = ARRAY[25000,25000,27000,27000]
WHERE nome = 'Carol';
</programlisting>
Também pode ser atualizado um único elemento da matriz:
<programlisting>
UPDATE sal_emp SET pagamento_semanal[4] = 15000
WHERE nome = 'Bill';
</programListing>
ou pode ser atualizada uma faixa da matriz:
<programlisting>
UPDATE sal_emp SET pagamento_semanal[1:2] = '{27000,27000}'
WHERE nome = 'Carol';
</programlisting>
</para>
<para>
Um valor matriz armazenado pode ser ampliado fazendo atribuição a um elemento
adjacente aos já presentes, ou fazendo atribuição a uma faixa que é adjacente
ou se sobrepõe aos dados já presentes. Por exemplo, se a matriz
<literal>minha_matriz</literal> possui atualmente quatro elementos, esta
matriz terá cinco elementos após uma atualização que faça uma atribuição a
<literal>minha_matriz[5]</literal>. Atualmente, as ampliações desta maneira
somente são permitidas para matrizes unidimensionais, não sendo permitidas
em matrizes multidimensionais.
</para>
<para>
A atribuição de faixa de matriz permite a criação de matrizes que não utilizam
índices baseados em um. Por exemplo, pode ser feita a atribuição
<literal>minha_matriz[-2:7]</literal> para criar uma matriz onde os valores
dos índices variam de -2 a 7.
</para>
<para>
Também podem ser construídos novos valores matriz utilizando o operador de
concatenação <literal>||</literal>.
<screen>
<userinput>SELECT ARRAY[1,2] || ARRAY[3,4];</userinput>
<computeroutput>
?column?
-----------
{1,2,3,4}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT ARRAY[5,6] || ARRAY[[1,2],[3,4]];</userinput>
<computeroutput>
?column?
---------------------
{{5,6},{1,2},{3,4}}
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
</para>
<para>
O operador de concatenação permite colocar um único elemento no
início ou no fim de uma matriz unidimensional. Aceita, também, duas matrizes
<replaceable>N</replaceable>-dimensionais, ou uma matriz
<replaceable>N</replaceable>-dimensional e outra
<replaceable>N+1</replaceable>-dimensional.
</para>
<para>
Quando é colocado um único elemento no início de uma matriz unidimensional,
o resultado é uma matriz com o limite inferior do índice igual ao
limite inferior do índice do operando à direita, menos um. Quando um único
elemento é colocado no final de uma matriz unidimensional, o resultado é uma
matriz mantendo o limite inferior do operando à esquerda. Por exemplo:
<screen>
<userinput>SELECT ARRAY[2,3];</userinput>
<computeroutput>
array
-------
{2,3}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_dims(ARRAY[2,3]);</userinput>
<computeroutput>
array_dims
------------
[1:2]
(1 linha)
</computeroutput>
-- Adicionar no início da matriz
<userinput>SELECT 1 || ARRAY[2,3];</userinput>
<computeroutput>
?column?
----------
{1,2,3}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_dims(1 || ARRAY[2,3]);</userinput>
<computeroutput>
array_dims
------------
[0:2]
(1 linha)
</computeroutput>
-- Adicionar no final da matriz
<userinput>SELECT ARRAY[1,2] || 3;</userinput>
<computeroutput>
?column?
----------
{1,2,3}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_dims(ARRAY[1,2] || 3);</userinput>
<computeroutput>
array_dims
------------
[1:3]
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
</para>
<para>
Quando duas matrizes com o mesmo número de dimensões são concatenadas, o
resultado mantém o limite inferior do índice da dimensão externa do operando
à esquerda. O resultado é uma matriz contendo todos os elementos do operando
à esquerda seguido por todos os elementos do operando à direita. Por exemplo:
<screen>
-- Concatenação de matrizes unidimensionais
<userinput>SELECT ARRAY[1,2] || ARRAY[3,4,5];</userinput>
<computeroutput>
?column?
-------------
{1,2,3,4,5}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_dims(ARRAY[1,2] || ARRAY[3,4,5]);</userinput>
<computeroutput>
array_dims
------------
[1:5]
(1 linha)
</computeroutput>
-- Concatenação de matrizes bidimensionais
<userinput>SELECT ARRAY[[1,2],[3,4]] || ARRAY[[5,6],[7,8],[9,0]];</userinput>
<computeroutput>
?column?
---------------------------------
{{1,2},{3,4},{5,6},{7,8},{9,0}}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_dims(ARRAY[[1,2],[3,4]] || ARRAY[[5,6],[7,8],[9,0]]);</userinput>
<computeroutput>
array_dims
------------
[1:5][1:2]
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
</para>
<para>
Quando uma matriz <replaceable>N</replaceable>-dimensional é colocada no
início ou no final de uma matriz <replaceable>N+1</replaceable>-dimensional,
o resultado é análogo ao caso da matriz elemento acima. Cada submatriz
<replaceable>N</replaceable>-dimensional se torna essencialmente um elemento
da dimensão externa da matriz <replaceable>N+1</replaceable>-dimensional.
Por exemplo:
<screen>
-- Exemplo de matriz unidimensional concatenada com matriz bidimensional
<userinput>SELECT ARRAY[1,2] || ARRAY[[3,4],[5,6]];</userinput>
<computeroutput>
?column?
---------------------
{{1,2},{3,4},{5,6}}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_dims(ARRAY[1,2] || ARRAY[[3,4],[5,6]]);</userinput>
<computeroutput>
array_dims
------------
[0:2][1:2]
(1 linha)
</computeroutput>
-- Exemplo de matriz bidimensional concatenada com matriz tridimensional (N. do T.)
<userinput>SELECT ARRAY[[-1,-2],[-3,-4]];</userinput>
<computeroutput>
array
-------------------
{{-1,-2},{-3,-4}}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_dims(ARRAY[[-1,-2],[-3,-4]]);</userinput>
<computeroutput>
array_dims
------------
[1:2][1:2]
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT ARRAY[[[5,6],[7,8]],[[9,10],[11,12]],[[13,14],[15,16]]];</userinput>
<computeroutput>
array
----------------------------------------------------
{{{5,6},{7,8}},{{9,10},{11,12}},{{13,14},{15,16}}}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_dims(ARRAY[[[5,6],[7,8]],[[9,10],[11,12]],[[13,14],[15,16]]]);</userinput>
<computeroutput>
array_dims
-----------------
[1:3][1:2][1:2]
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>
SELECT ARRAY[[-1,-2],[-3,-4]] ||
ARRAY[[[5,6],[7,8]],[[9,10],[11,12]],[[13,14],[15,16]]];
</userinput>
<computeroutput>
?column?
----------------------------------------------------------------------
{{{-1,-2},{-3,-4}},{{5,6},{7,8}},{{9,10},{11,12}},{{13,14},{15,16}}}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>
SELECT array_dims(ARRAY[[-1,-2],[-3,-4]] ||
ARRAY[[[5,6],[7,8]],[[9,10],[11,12]],[[13,14],[15,16]]]);
</userinput>
<computeroutput>
array_dims
-----------------
[0:3][1:2][1:2]
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>
SELECT ARRAY[[[5,6],[7,8]],[[9,10],[11,12]],[[13,14],[15,16]]] ||
ARRAY[[-1,-2],[-3,-4]];
</userinput>
<computeroutput>
?column?
----------------------------------------------------------------------
{{{5,6},{7,8}},{{9,10},{11,12}},{{13,14},{15,16}},{{-1,-2},{-3,-4}}}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>
SELECT array_dims(ARRAY[[[5,6],[7,8]],[[9,10],[11,12]],[[13,14],[15,16]]] ||
ARRAY[[-1,-2],[-3,-4]]);
</userinput>
<computeroutput>
array_dims
-----------------
[1:4][1:2][1:2]
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
</para>
<para>
Uma matriz também pode ser construída utilizando as funções
<function>array_prepend</function>, <function>array_append</function> e
<function>array_cat</function>. As duas primeiras suportam apenas matrizes
unidimensionais, mas <function>array_cat</function> suporta matrizes
multidimensionais.
Deve ser observado que é preferível utilizar o operador de concatenação
mostrado acima, em vez de usar diretamente estas funções. Na verdade, estas
funções têm seu uso principal na implementação do operador de concatenação.
Entretanto, podem ser úteis na criação de agregações definidas pelo usuário.
Alguns exemplos:
<screen>
<userinput>SELECT array_prepend(1, ARRAY[2,3]);</userinput>
<computeroutput>
array_prepend
---------------
{1,2,3}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_append(ARRAY[1,2], 3);</userinput>
<computeroutput>
array_append
--------------
{1,2,3}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_cat(ARRAY[1,2], ARRAY[3,4]);</userinput>
<computeroutput>
array_cat
-----------
{1,2,3,4}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_cat(ARRAY[[1,2],[3,4]], ARRAY[5,6]);</userinput>
<computeroutput>
array_cat
---------------------
{{1,2},{3,4},{5,6}}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT array_cat(ARRAY[5,6], ARRAY[[1,2],[3,4]]);</userinput>
<computeroutput>
array_cat
---------------------
{{5,6},{1,2},{3,4}}
</computeroutput>
</screen>
</para>
</sect2>
<sect2>
<title>Procura em matrizes</title>
<para>
Para procurar um valor em uma matriz deve ser verificado cada valor da
matriz. Pode ser feito à mão, se for conhecido o tamanho da matriz:
Por exemplo:
<programlisting>
SELECT * FROM sal_emp WHERE pagamento_semanal[1] = 10000 OR
pagamento_semanal[2] = 10000 OR
pagamento_semanal[3] = 10000 OR
pagamento_semanal[4] = 10000;
</programlisting>
Entretanto, em pouco tempo se torna entediante para matrizes grandes, e não
servirá se a matriz for de tamanho desconhecido. Um método alternativo está
descrito na <xref linkend="functions-comparisons">. A consulta acima pode
ser substituída por:
<programlisting>
SELECT * FROM sal_emp WHERE 10000 = ANY (pagamento_semanal);
</programlisting>
Além disso, podem ser encontradas as linhas onde a matriz possui todos os
valores iguais a 10000 com:
<programlisting>
SELECT * FROM sal_emp WHERE 10000 = ALL (pagamento_semanal);
</programlisting>
</para>
<tip>
<para>
Matrizes não são conjuntos; a procura por determinados elementos da matriz
pode ser um sinal de um banco de dados mal projetado. Considere
a utilização de uma outra tabela, com uma linha para cada item que seria
um elemento da matriz. Assim é mais fácil procurar e, provavelmente, vai
se comportar melhor com um número grande de elementos.
</para>
</tip>
</sect2>
<sect2>
<title>Sintaxe de entrada e de saída das matrizes</title>
<para>
A representação textual externa de um valor matriz é formada por itens que
são interpretados de acordo com as regras de conversão de I/O para o tipo do
elemento da matriz, mais os adornos que indicam a estrutura da matriz. Estes
adornos consistem em chaves (<literal>{</literal> e <literal>}</literal>)
em torno do valor matriz, mais os caracteres delimitadores entre os itens
adjacentes. O caractere delimitador geralmente é a vírgula
(<literal>,</literal>), mas pode ser outro: é determinado pela definição de
<literal>typdelim</literal> para o tipo do elemento da matriz (Entre os tipos
de dado padrão fornecidos na distribuição do
<productname>PostgreSQL</productname> o tipo <literal>box</literal> utiliza o
ponto-e-vírgula (<literal>;</literal>), mas todos os outros utilizam a
vírgula). Em uma matriz multidimensional cada dimensão (linha, plano,
cubo, etc.) recebe seu nível próprio de chaves, e os delimitadores devem
ser escritos entre entidades de chaves adjacentes do mesmo nível.
</para>
<para>
A rotina de saída de matriz coloca aspas em torno dos valores dos elementos
caso estes sejam cadeias de caracteres vazias, ou se contenham chaves,
caracteres delimitadores, aspas, contrabarras, ou espaços em branco.
Aspas e contrabarras incorporadas aos valores dos elementos recebem o escape
de contrabarra.
No caso dos tipos de dado numéricos é seguro assumir que as aspas nunca vão
estar presentes, mas para tipos de dado textuais deve-se estar preparado para
lidar tanto com a presença quanto com a ausências das aspas (Esta é uma
mudança de comportamento com relação às versões do
<productname>PostgreSQL</productname> anteriores a 7.2).
</para>
<para>
Por padrão, o limite inferior do valor do índice de cada dimensão da matriz é
definido como um. Se alguma das dimensões da matriz tiver um limite inferior
diferente de um, um adorno adicional indicando as verdadeiras dimensões da
matriz precede o adorno da estrutura da matriz.
Este adorno é composto por colchetes (<literal>[]</>) em torno de cada
limite inferior e superior da dimensão da matriz, com o caractere
delimitador dois-pontos (<literal>:</>) entre estes. O adorno de dimensão
da matriz é seguido pelo sinal de igual (<literal>=</>).
Por exemplo:
<screen>
<userinput>SELECT 1 || ARRAY[2,3] AS array;</userinput>
<computeroutput>
array
---------------
[0:2]={1,2,3}
(1 linha)
</computeroutput>
<userinput>SELECT ARRAY[1,2] || ARRAY[[3,4]] AS array;</userinput>
<computeroutput>
array
--------------------------
[0:1][1:2]={{1,2},{3,4}}
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
</para>
<para>
Esta sintaxe também pode ser utilizada para especificar índices de matriz
não padrão em um literal matriz. Por exemplo:
<screen>
<userinput>
SELECT f1[1][-2][3] AS e1, f1[1][-1][5] AS e2
FROM (SELECT '[1:1][-2:-1][3:5]={{{1,2,3},{4,5,6}}}'::int[] AS f1) AS ss;
</userinput>
<computeroutput>
e1 | e2
----+----
1 | 6
(1 linha)
</computeroutput>
</screen>
</para>
<para>
Conforme mostrado anteriormente, ao escrever um valor matriz pode-se
colocar aspas em torno de qualquer elemento individual da matriz.
Isto <emphasis>deve</emphasis> ser feito se o valor do elemento puder, de
alguma forma, confundir o analisador de valor matriz.
Por exemplo, os elementos contendo chaves, vírgulas (ou qualquer que seja o
caractere delimitador), aspas, contrabarras ou espaços em branco na
frente ou atrás devem estar entre aspas.
Para colocar aspas ou contrabarras no valor entre aspas do elemento da
matriz, estes devem ser precedidos por uma contrabarra.
Como alternativa, pode ser utilizado o escape de contrabarra para proteger
qualquer caractere de dado que seria de outra forma considerado como sintaxe
da matriz.
</para>
<para>
Podem ser escritos espaços em branco antes do abre chaves ou após o fecha
chaves. Também podem ser escritos espaços em branco antes ou depois de
qualquer item individual cadeia de caracteres. Em todos estes casos os
espaços em branco são ignorado. Entretanto, espaços em branco dentro de
elementos entre aspas, ou envoltos nos dois lados por caracteres de um
elemento que não são espaços em branco, não são ignorados.
</para>
<note>
<para>
Lembre-se que o que se escreve em um comando SQL é interpretado primeiro como
um literal cadeia de caracteres e, depois, como uma matriz. Isto duplica o
número de contrabarras necessárias. Por exemplo, para inserir um valor matriz
do tipo <type>text</type> contendo uma contrabarra e uma aspa, deve ser escrito
<programlisting>
INSERT ... VALUES ('{"\\\\","\\""}');
</programlisting>
O processador de literais cadeias de caracteres remove um nível de
contrabarras, portanto o que chega para o analisador de valor matriz se parece
com <literal>{"\\","\""}</literal>. Por sua vez, as cadeias de caracteres
introduzidas na rotina de entrada do tipo de dado <type>text</type> se tornam
<literal>\</literal> e <literal>"</literal>, respectivamente (Se estivéssemos
trabalhando com um tipo de dado cuja rotina de entrada também tratasse as
contrabarras de forma especial como, por exemplo, <type>bytea</type>, seriam
necessárias oito contrabarras no comando para obter uma contrabarra
armazenada no elemento da matriz).
Pode ser utilizada a delimitação por cifrão
(<literal>dollar quoting</literal>) (consulte a
<xref linkend="sql-syntax-dollar-quoting">) para evitar a necessidade
de duplicar as contrabarras.
</para>
</note>
<tip>
<para>
Ao se escrever valores matrizes nos comandos SQL, geralmente é mais fácil
trabalhar com a sintaxe do construtor de <literal>ARRAY</literal> (consulte a
<xref linkend="sql-syntax-array-constructors">) do que com
a sintaxe do literal cadeia de caracteres. Em <literal>ARRAY</literal>, os
valores dos elementos individuais são escritos da mesma maneira como seriam
escritos caso não fossem membros de uma matriz.
</para>
</tip>
</sect2>
</sect1>